1/19/2009

As Andanças do Senhor Fortes - António Mota





Trabalhos desenvolvidos no âmbito do PNL pelos alunos do 3.º ano, da EB1 de Agra Maior, da professora Helena Silva.

1/13/2009

1/12/2009

Correio da Manhã de 12 Janeiro - Notícia EB1 Mato da Senra

NEVE DELICIOU FAMALICENCES
Ao longo de mais de quatro horas, o concelho de Vila Nova de Famalicão foi prendado com um inusitado nevão. Não acontecia há cerca de trinta anos.
As freguesias mais a Norte, designadamente Joane, Vermoim e Pousada de Saramagos, por onde passou o CM, foram aquelas em que a neve mais "aguentou", fazendo as delícias de crianças e adultos. As brincadeiras repetiam- -se um pouco por todo o lado.
"É fria, muito fria", repetiam às gargalhadas as crianças da Escola Primária Mato da Senra, em Joane, que graças ao fenómeno tiveram direito a uma pausa para recreio mais alargada, para poderem brincar com a neve. "É tão engraçado. Só tinha visto neve na televisão, mas isto é mesmo fixe!", disse ao CM uma aluna, que, apesar de não ter luvas, não parou de fazer bolas de neve para atirar aos amigos.
Nas estradas municipais, os condutores tinham dificuldade em circular. E mesmo a velocidade reduzida alguns não evitaram "toques", que no entanto só fizeram danos materiais.
A meio da manhã, uma das corporações de bombeiros decidiu interromper o transporte de doentes para as clínicas de fisioterapia por questões de segurança. n L.R.
NOTAS
JOANE: NEVE PELA 1ª VEZ
Teresa, de 6 anos, viu ontem de manhã neve pela primeira vez, em Joane, Famalicão. Brincou com a mãe no parque e fez um boneco."É muito giro", disse, deslumbrada

1/09/2009

9 de Janeiro - Dia de Neve





















Prémio "Conto de Natal", 7ºAno

A Força do Acaso

Esta historia passa-se em pleno mês de Dezembro num pais muito longínquo onde a guerra faz parte do dia-a-dia dos seus habitantes.
Debaixo do sol quente do Iraque, regressavam à base dois grupos de militares portugueses depois de mais uma ronda de vigilância, quando avistaram uma criança sozinha na beira da estrada.
Pararam e com cuidado aproximaram-se da criança; rapidamente perceberam que esta pobre criança estava só no mundo e levaram-na para a base.
Alimentaram-na e trataram-na, em pouco tempo aquela criatura tornou- se essencial no dia-a-dia dos soldados, acabando por ficar mais tempo com eles do que seria aconselhável.
O Natal aproximava-se e, como é uma época alegre, ninguém teve coragem de dizer ao menino que teria de se ir embora. Apesar de não lhe dizerem, Rajá sabia que teria de se ir embora.
Então todos juntos decidiram contribuir para uma causa nobre, construir uma casa para o pequeno Rajá.
Cada soldado tirou parte do seu subsidio de Natal e facilmente conseguiram não só uma casa mas também uma televisão, mobília, frigorífico, etc.
Nunca mais Rajá precisará de dormir na rua.
Rajá em plena quadra natalícia estava triste pois ia ter de abandonar a base.
Depois da despedida e da saída da base, Rajá foi dar uma volta à cidade mais próxima, e pelo caminho viu uma jovem linda e elegante chamada Deborah. Deborah e Rajá deram-se muito bem acabando por namorarem. Passados alguns anos, Rajá, já um homem feito, decidiu vir viver para Portugal.
Os dois casaram no dia de Natal e como sobrou muita comida eles decidiram doar o que sobrou a uma associação de crianças abandonadas e assim proporcionaram um Natal feliz àquelas pessoas.
Deborah e Rajá tiveram filhos e passaram muitos e muitos Natais felizes.

Pedro Dinis e Rita ferreira, 7ºD

1/05/2009

Contos de Natal premiados, 5º e 6º Anos

O segredo do Natal

Na montanha existia um malvado, chamado Judas, que queria assustar as crianças e roubar todos os presentes de Natal.
Na noite de Natal, o pobre malvado foi a todas as árvores de Natal roubar os presentes. O pequeno Tomás e seu irmão mais novo, Pedro, ouviram um barulho e logo foram espreitar. Os seus pais pensaram que estavam a sonhar.
O Judas, depois de ir a casa deles, foi para a casa ao lado roubar mais presentes e andou toda a noite a fazê-lo.
De manhã os meninos, ansiosos por verem os seus presentes, correram para a sala e nada tinham debaixo da árvore de Natal.
O Judas, todo contente, comia os chocolates que tinha roubado, e mandava os seus três duendes trabalhar, desfazendo as prendas. E cantava:
Sou o malvado Judas,
gosto de roubar e
as crianças assustar.
Ninguém me vai parar!
Certo dia, Tomás e Pedro decidiram ir até à montanha. Avistaram uma grande casa que acharam estranha, pois pensavam que não havia casas na montanha.
Todas as crianças mandaram cartas a São Nicolau sobre o que se tinha passado. São Nicolau decidiu ir até à cidade.
Sem ninguém o ver, começou a espiar e viu um homem a ameaçar o pobre Pedro. Pedro tentou fugir com o seu carrinho telecomandado. O Pai Natal descobriu que aquele era o malvado Judas e logo de imediato, seguiu-o até casa. Viu muitos presentes e reparou que alguns tinham os nomes do Tomás, Pedro e de outros meninos.
Mandou-o parar e obrigou-o a levar todos os presentes às respectivas árvores até à meia - noite.
O Judas, ao entrar na casa do Tomás e do Pedro, viu-os a dormir no sofá e ficou logo emocionado.
Deixou os presentes e foi-se embora. De manhã as crianças ao acordar, viram os seus presentes e logo vieram para cá para fora brincar.

Toda a cidade ficou feliz. O Judas aprendeu a lição e prometeu não roubar mais o Natal. O Pai Natal, com pena do Judas, deu-lhe um grande presente e o mais importante foi que ficaram amigos.


José Pedro nº14/ Carina nº8 5ºB



Um Natal inesperado

Era uma vez uma família composta por quatro elementos. A mãe Maria Filomena, o pai José e as gémeas Rita e Sílvia que eram muito inteligentes no que tocava à criatividade.
Elas eram de estatura média e de cabelo e olhos castanhos.
As duas irmãs tinham o sonho de um dia vir a conhecer o Pai Natal pessoalmente, pois gostavam imenso da sua figura, tanto na televisão como nos centros comerciais.
Nessa semana, a mãe, Maria Filomena, tinha decidido começar a fazer as limpezas natalícias! E, claro, as gémeas estavam a ajudar. A mãe tinha-lhes dado a tarefa de limpar o sótão. Ali, avistaram um grande baú de recordações antigas e decidiram explorá-las. No meio de toda aquela confusão, saltou-lhes à vista um velho documento todo sujo e imediatamente o abriram.
Aperceberam-se então que era uma mensagem de ajuda para salvar o Natal. Nesse preciso momento, aconteceu uma coisa incrivelmente extraordinária. Estavam sentadas num pequeno sofá branco, numa sala muito pouco mobilada e também ela branca. Era nada mais nada menos que uma pequena divisão de uma nave espacial! Decidiram explorá-la, ainda meias confusas com o que estava a acontecer. Numa outra sala encontraram um grupo de pequenos homenzinhos verdes, que eram apenas e só duendes!
- Não acredito nisto! - exclamou Rita.
- Eu também não! – exclamou Sílvia – Isto mais parece a…
E, de repente, apareceu do nada uma luz fortíssima que alguns segundos depois originou a “aparição” do Pai Natal.
- Nave do Pai Natal! – disseram as duas em coro.
E, dito isto, correram para seus braços. Depois de algumas conversas e risadas o Pai Natal entregou-lhes um enigma! Sem perder tempo abriram - no, e dizia o seguinte: “Se usares a cabeça descobrirás o enigma e o Natal irás salvar!”
Depois de muito viajarem, aterraram na chamada “Ilha do Pai Natal”, que naquele momento estava nas mãos de um grupo infinito de bandidos. Esse grande grupo era comandado por “Ricus, O Terrível”, que lhes tinha proposto um combate corpo a corpo. Mas, como o Pai Natal era bastante gordo e as gémeas eram apenas crianças, perderam e ficaram todos bastante assustados, mas mesmo assim, não desistiram e propuseram-lhe outro combate, mas desta vez iriam fazer uma armadilha com a ajuda das renas Rodolfo e companhia e, claro, os duendes!
Assim foi, no dia seguinte, às 10 em ponto, ouviu-se um tiro de pistola a anunciar que o combate se iria iniciar. O grupo das gémeas tinha preparado uma armadilha que consistia em cavar um buraco bem fundo, com folhas em cima para eles caírem lá. A ideia não era muito original, mas agora já só tinham que fazer figas para que resultasse!
Impaciente Rita diz:
- Só se forem muito burros é que caem na nossa armadilha!
- Então são mesmo, acabaram de cair! – exclamou Sílvia.
Entretanto, amarraram Ricus com cordas e fizeram – no prometer que iria embora com o resto dos bandidos.
Assim foi, foram-se embora! O Pai Natal aproveitou para mostrar a sua ilha às gémeas e, como é óbvio, elas ficaram maravilhadas! Foi nesse momento que as “manas” se lembraram que seus pais deveriam estar preocupadíssimos! Então, pediram a Pai Natal que as levasse a casa.
Já iam consideravelmente a meio do caminho quando ouviram um estrondo. Era um gang de motoqueiros aéreos. Parecia inacreditável, mas era verdade. Aperceberam-se então que eram aliados do Ricus. O que iriam fazer?
As gémeas propuseram-lhes uma partida de “sueca” (pois eram peritas nisso) e quem perdesse teria que abandonar a nave e deixar os outros em paz! A partida iniciou-se e os bandidos, como já era de esperar, fizeram jogadas sujas, mas nem com elas conseguiram vencer. E como o prometido é devido, o gang muito contrariado acabou por abandonar a nave!
Pouco tempo depois, começaram a avistar a sua casa e o Pai Natal fê-las prometer que não iam contar a ninguém o sucedido. E assim foi.
- Juro - disseram as gémeas, em coro, mais uma vez.
E foi assim que as gémeas conseguiram resolver o enigma e assim SALVAR O NATAL!!!

Ana Rita e Sílvia, 6ºH

12/28/2008

Para ler nas férias

Aqui está mais uma sugestão de leitura para as férias de Natal:
"Os Contos de Beedle O Bardo",de J.K.Rowling, Ed.Presença,2008.

"Os contos de Beedle o Bardo oferecem-nos cinco histórias de feitiçaria, cada uma com a sua magia muito própria, que prometem deliciar, divertir e até arrepiar os leitores.
Cada conto é acompanhado de notas da autoria do Professor Albus Dumbledore, que agradarão tanto a Muggles como a feiticeiros.
O Professor reflecte sobre as questões morais levantadas nos contos, ao mesmo tempo que revela pequenos detalhes sobre a vida em Hogwarts.

Este é um livro mágico, único e intemporal, escrito e ilustrado por J.K.Rowling, autora da famosa série Harry Potter."
A Editora

A equipa das Bibliotecas

12/17/2008

Contos de Natal - 4º Ano de Escolaridade

CONCURSO – CONTO DE NATAL
As Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas Bernardino Machado, em colaboração com todos os professores do 1.º, 2.º e 3.º Ciclos, promoveram um Concurso de “Contos de Natal” apelando à imaginação e criatividade dos alunos.
Os objectivos deste concurso, para além de se assinalar a época Natalícia, era ser um pretexto para se trabalharem as competências ao nível da escrita, da construção de textos, lacunas manifestadas pelos alunos aquando da realização das Provas Aferidas.
Pelo elevado número de participantes, sobretudo ao nível do 1.º ciclo, e pela qualidade dos textos apresentados, os objectivos foram plenamente atingidos.
Dada a grande quantidade e qualidade dos contos, os mesmos irão ser compilados em forma de livro para que este trabalho de qualidade não se perca, e por outro lado, para servir de motivação a outros alunos e também como suporte de trabalho nas próprias aulas.
É de enaltecer a dedicação e o empenho dos alunos, mas também dos seus professores. Estão todos de parabéns!
Apesar do regulamento só prever dois prémios por anos de escolaridade, foi acrescentado um terceiro a cada um dos anos devido à quantidade e qualidade dos trabalhos apresentados. A tarefa do júri não foi nada fácil, mas saliente-se que são todos vencedores pela excelente qualidade de todos os trabalhos apresentados.
4.º Ano: 1.º lugar – Joana Pinto e André Oliveira (EB1 de Estalagem); 2.º lugar – Sofia Alexandra Machado (EB1 de Mogege); 3.º lugar – Vítor José Fonseca (EB1 de Mogege)
Os contos premiados podem ser vistos e apreciados por alunos, pais e encarregados de educação, pois estão expostas na Biblioteca da EB 2/3 Bernardino Machado.
Façam uma visita!
Manuel Oliveira e Francisca Albuquerque – Coordenadores das Bibliotecas Escolares


O Menino Pobre
Certo dia, frio e ventoso, um pequeno menino muito pobre, andava a pedir pelas ruas de uma pequena cidade do interior.
Mas ninguém lhe dava nada, muito menos reparavam nele.
Dias e dias esse menino pediu pelas ruas frias e húmidas, mas sem resposta alguma.
De repente uma velhinha, que já tinha reparado nele há muitos dias, reparou que esse menino tinha um brilho especial, era surdo e mudo.
Tinha sido esse motivo porque ninguém lhe ligava.
A velhinha foi ter com o menino e levou-o para sua casa.
Deu-lhe de comer e reparou que ele era deveras muito, mas muito especial.
Embora não falasse tinha muito jeito com as suas mãos.
A sua agilidade era tal que em poucos minutos e logo após ter comido, fez com o miolo do pão um menino que foi a correr colocar no presépio da velhinha, que estava incompleto.
Falta a sua principal figura, o menino Jesus.
A velhinha ficou tão comovida que ofereceu a sua casa ao menino.
Desde então o menino ficou a morar com a velhinha e a fazer trabalhos em barro.
Cresceu, ficou adulto e ainda hoje é o melhor artesão da sua cidade.

Agrupamento de Escolas Bernardino Machado
EB1 de Estalagem: Joana Pinto e André Oliveira – 4º ano de escolaridade - 1º Lugar

Conto de Natal

«A CONSTIPAÇÃO DO PAI NATAL»

Faltava uma semana para o Natal e no Pólo Norte, os duendes andavam muito atarefados a acabar de embrulhar os presentes para os meninos do mundo inteiro.
A fábrica de brinca de brinquedos do Pai Natal estava uma confusão: fitas douradas para um lado, papel de embrulho para o outro e por todo o lado muitos sacos vermelhos cheios de embrulhos e com etiquetas diferentes para cada país.
No meio daquela confusão andavam os duendes, que mesmo cheios de trabalho não paravam de cantar músicas de natal.
Tudo corria bem, até que de repente chegou o Orelhudo, o duende chefe, com uma má notícia. Os duendes pararam de trabalhar e reuniram-se para ouvir o Orelhudo:
- Amigos duendes, estou muito preocupado. Cheguei agora da casa do Pai Natal e ele está com uma valente constipação. Não pára de espirrar e tossir e o nariz está vermelho como um tomate. Não sei se ficará melhor a tempo da noite de Natal. A distribuição dos presentes está em risco!
Todos os duendes ficaram tristes e ouviu-se em coro:
- Oh!!! As crianças não podem fica sem presentes! Temos que arranjar uma solução!
O Pintinhas, que era muito esperto, disse:
- Vamos a casa do Pai Natal. A minha avó diz que o melhor remédio para uma constipação é um chá quentinho com mel.
O Orelhudo não se tinha lembrado disso e foi imediatamente com o Pintinhas tratar do Pai Natal, mas antes disse aos outros duendes:
- Continuem o trabalho! O Pai Natal vai melhorar!
Em casa do Pai Natal os duendes fizeram o chá e levaram-no ao seu quarto. O Pai Natal tomou o chá mas os espirros continuavam e eram tão fortes que se ouviam ao longe. Muito triste e com a voz muito rouca dizia:
- Ai, ai o que vai ser de mim. O Natal a chegar e eu tão constipado. Atchim! Atchim!
- Santinho! Tenha calma, ainda faltam uns dias. – disse o Pintinhas.
Os duendes saíram para o Pai Natal descansar, mas estavam preocupados com a situação.
Na véspera de Natal, pela manhã, os duendes puseram tudo pronto. O trenó já estava carregado e as renas alimentadas para a longa viagem.
Foram ter com o Pai Natal e ficaram tristes ao ver que ainda estava de cama, cheio de febre.
- O que havemos de fazer? – Pensavam os duendes
Entretanto, o Pintinhas teve uma ideia fantástica:
- Falamos com a Mãe Natal. Ela veste o fato do Pai Natal, põe uma almofada para ficar redondinha como ele e arranjamos-lhe umas barbas brancas.
Disseram à Mãe Natal e ela concordou e até ficou muito contente. Como não sabia conduzir o trenó, pediu ao Orelhudo se não se importava de ser o motorista.
Assim foi. À noite, partiram do Pólo Norte e percorreram o mundo inteiro.
A Mãe Natal fez um trabalho tão bem feito que ninguém ficou sem presentes e todos pensaram que tinha sido o Pai Natal.


Novembro de 2008
Agrupamento de Escolas Bernardino Machado/EB1 de Mogege
Sofia Alexandra Oliveira Machado - 4º ano de escolaridade - 2º Lugar

Conto de Natal
«O MENDIGO»

Era uma vez um mendigo muito pobre e sem nada. Ele nunca teve um Natal feliz, com amor, com ternura e paz.
Um dia uma menina encontrou-o na beira da estrada e perguntou-lhe o que estava a fazer. Então ele respondeu-lhe:
- Sou um pobre sem nada: sem casa e sem dinheiro. Gostava de passar um Natal feliz ao pé de uma lareira.
A menina depois de conversar com o pobre foi cheia de pena para sua casa. Quando chegou a casa teve uma excelente ideia e pensou:
- Vou pedir á minha mãe se o pobre pode passar o Natal connosco.
A menina correu imediatamente e foi falar com a mãe. A sua mãe ao ouvi-la teve pena do pobre e disse à filha que ele podia passar lá o Natal e se não tivesse família podia ficar lá para sempre.
No dia seguinte, a menina foi procurar o mendigo e quando o encontrou disse-lhe:
- Eu falei com a minha mãe e ela disse que tu podes passar o Natal em nossa casa e também podes ficar lá a viver.
Na noite de Natal, depois da ceia, o pobre estava a conversar com a família da menina. Entretanto o pai fez-lhe um sinal e ele levantou-se e foram os dois até ao corredor.
O pai da menina pediu-lhe para se vestir de Pai Natal e pegar no saco de presentes. O pobre ficou muito contente e aceitou a proposta.
Saltando de alegria e já vestido de Pai Natal pensava:
- Eu que passei quase toda a minha vida a pedir porque não tinha nada, vou agora ter o prazer de dar.
Pegou no saco e lá entrou na sala onde todos esperavam ansiosos pelo Pai Natal. Começou a distribuir os presentes cheio de alegria. Todos já tinham os seus presentes mas no fundo do saco ainda havia um.
Então meteu a mão e com custo lá tirou o presente. Ficou espantado ao ler o seu nome no laço da prenda.
Ficou tão contente que até chorou.
A parir daí ficou sempre naquela casa. Era ele que tratava dos animais e do quintal.
Nunca mais precisou de pedir.


Novembro de 2008
Agrupamento de Escolas Bernardino Machado/EB1 de Mogege
Vítor José Moreira Fonseca - 4º ano de escolaridade - 3º Lugar

Contos de Natal - 3º Ano de Escolaridade

CONCURSO – CONTO DE NATAL
As Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas Bernardino Machado, em colaboração com todos os professores do 1.º, 2.º e 3.º Ciclos, promoveram um Concurso de “Contos de Natal” apelando à imaginação e criatividade dos alunos.
Os objectivos deste concurso, para além de se assinalar a época Natalícia, era ser um pretexto para se trabalharem as competências ao nível da escrita, da construção de textos, lacunas manifestadas pelos alunos aquando da realização das Provas Aferidas.
Pelo elevado número de participantes, sobretudo ao nível do 1.º ciclo, e pela qualidade dos textos apresentados, os objectivos foram plenamente atingidos.
Dada a grande quantidade e qualidade dos contos, os mesmos irão ser compilados em forma de livro para que este trabalho de qualidade não se perca, e por outro lado, para servir de motivação a outros alunos e também como suporte de trabalho nas próprias aulas.
É de enaltecer a dedicação e o empenho dos alunos, mas também dos seus professores. Estão todos de parabéns!
Apesar do regulamento só prever dois prémios por anos de escolaridade, foi acrescentado um terceiro a cada um dos anos devido à quantidade e qualidade dos trabalhos apresentados. A tarefa do júri não foi nada fácil, mas saliente-se que são todos vencedores pela excelente qualidade de todos os trabalhos apresentados.

3.º Ano: 1.º lugar – José Pedro Ferreira e Joaquim Pinto (EB1 de Mogege); 2.º lugar – Joana Martins Azevedo (EB1 de Montelhão); 3.º lugar – Márcia Gonçalves e Paulo Gonçalves (EB1 de Mogege)

Os contos premiados podem ser vistos e apreciados por alunos, pais e encarregados de educação, pois estão expostas na Biblioteca da EB 2/3 Bernardino Machado.
Façam uma visita!
Manuel Oliveira e Francisca Albuquerque – Coordenadores das Bibliotecas Escolares


Um Natal feliz

Numa bela noite, já próximo do Natal, o João e a Maria estavam a montar o seu presépio: um grande rio, uma montanha com uma gruta, pastores a pastar as suas ovelhas… ao lado estava uma grande árvore de Natal com muitas luzes: amarelas, cor-de-laranja, douradas, azuis, roxas… O João era o mais pequeno e divertiu-se muito com a sua irmã.
- Maria, o que vamos pôr no topo da árvore? – Perguntou o João.
- Vamos pôr uma estrela, como todos os anos.
- Realmente…
- Estava a olhar para o presépio e acho que nos falta alguma coisa. – disse a Maria.
- Pois é. Mas o quê?
- Ah!..Já sei. Falta o musgo.
- Então vamos ter de ir ao monte arranjá-lo.
- Mas já está quase a anoitecer. Não podemos demorar.
Pelo caminho iam com atenção a tudo o que se passava. Viram muitos animais: esquilos, coelhos, cucos, pica-paus e outros pássaros. De repente apareceu um lobo com um olhar feroz. Desataram a correr. O lobo foi atrás deles com grande velocidade. Durante a fuga encontraram uma cabana com a porta aberta, entraram e esconderam-se. De repente, começaram a ouvir ruídos e passos que se aproximavam.
No escuro viram um vulto que acendeu as luzes. Com medo, tremiam. Viram um homem alto, um pouco velho, com a barba por fazer, com roupas sujas, mas com uma voz meiga.
- Quem está aí? – perguntou o homem.
Os meninos não responderam porque estavam cheios de medo. O homem começou a procurar e encontrou-os metidos dentro de um armário velho. Apavorados, os dois tentaram fugir, mas a porta da cabana estava fechada e com o medo nem conseguiam abri-la.
- Tenham calma meninos. Estou sozinho. – disse o velho.
As crianças acalmaram-se e perguntaram quem ele era.
- Chamo-me Diogo. E vocês?
- Eu sou o João e ela é a Maria. Que está aqui a fazer?
- Sou um pobre velho. Estou sozinho aqui nesta cabana.
- Não tem família? – perguntaram ao mesmo tempo.
- Não tenho família porque os meus pais me abandonaram quando eu era bebé e eu tive de ir para um orfanato. Depois de crescer nunca consegui ter um emprego e acabei por construir esta cabana que é a minha casa.
Com pena do senhor, os pequenos fizeram-lhe um convite:
- Quer ir passar o Natal connosco?
- Claro que sim. Mas será que os vossos pais vão deixar?
- Nós conseguimos convencê-los.
Enquanto isso, em casa, os pais descobriram que os filhos tinham desaparecido e estavam muito preocupados.
- Onde será que se meteram? – questionou o pai.
- Não sei. Ainda há pouco estavam a fazer o presépio. – respondeu a mãe, aflita.
Pouco depois os filhos apareceram em casa com o mendigo. Os pais, surpreendidos, perguntaram quem era o homem que estava com eles.
- É um mendigo que nós encontrámos. – respondeu o João.
- Mas vocês não sabem que não devem falar com estranhos e muito menos trazê-los para casa?
- Mas ele é apenas um mendigo! – explicou o João.
- Não nos vai fazer mal. – continuou a Maria.
- Fomos ao monte buscar musgo para o presépio, fomos perseguidos por um lobo e escondemo-nos na cabana deste senhor. Como ele está sozinho no Natal nós convidámo-lo para vir passar o Natal connosco.
- Não, ele não pode ficar aqui connosco.
- Mas mãe, ele não tem família, viveu num orfanato e nunca teve um Natal feliz. Vá lá.
- Pronto, convenceram-me. Mas depois vamos ter uma conversa. Pode ficar.
- Oh!! Com tanta tristeza esquecemo-nos do musgo. – lembrou a Maria.
- Desta vez vou convosco.
Foram com a mãe buscar o musgo. O senhor Diogo e o pai acabaram de enfeitar a árvore de Natal. Pouco depois chegaram carregados. A mãe e a Maria fizeram uma fogueira, enquanto acabavam de montar o Presépio. No fim, foram jantar.
Comeram batatas cozidas com bacalhau e para sobremesa havia rabanadas e aletria. Estava tudo delicioso. No final do jantar, o João lembrou-se:
- E os presentes?
- O Pai Natal ainda não chegou. – respondeu a mãe.
- Mãe, preciso falar contigo. – disse o menino. E foram para o quarto.
- O senhor Diogo não vai ter presentes. – disse, triste.
- Olha, diz à Maria para ir contigo fazer um desenho.
- Um desenho é pouco. E se fosse uma pintura?
- Pode ser. – E puseram mãos à obra.
Pintaram uma árvore de Natal e ofereceram-na ao senhor. Ele ficou emocionado. Todos se abraçaram como uma família. Depois foram ver o resto dos presentes que estavam em baixo da árvore de Natal. Foi uma alegria. O senhor Diogo passou a visitá-los sempre nesta época.

Novembro de 2008 / Agrupamento de Escolas Bernardino Machado - Joane
Escola Básica de Mogege - 3.º ano de escolaridade - 1º Lugar
José Pedro Ferreira
Joaquim Pinto

A Rita visita o Pai Natal

Era véspera de Natal. As casas e as árvores estavam cobertas de neve branquinha e gelada. Em casa da Rita estavam todos muito atarefados com os preparativos de Natal. Era preciso fazer as rabanadas, os mexidos, a aletria… Também tinham que começar a decorar a árvore de Natal com bolinhas, luzes, fitas coloridas e pôr o presépio. De seguida, foram dormir e a Rita disse à mãe: - Estou ansiosa que chegue amanhã. - Porquê? – Perguntou a mãe. - Porque assim, quando acordar, já terei as prendas de Natal. Já estava a ser meia-noite, quando a Rita acordou sobressaltada na cama e ouviu um barulho. Pôs-se a pé da cama e foi ver o que se passava. Espreitou cuidadosamente por detrás da parede e viu um senhor de barbas branquinhas com um fato vermelho e um saco castanho cheio de presentes. Percebeu logo que era o Pai Natal. Mas, de repente, desequilibrou-se e caiu. Pôs-se a pé e ficou um pouco assustada porque nunca tinha visto o Pai Natal em pessoa. Queres vir comigo ao Pólo Norte? – Perguntou o Pai Natal. Sim, quero – disse a Rita. E lá subiram os dois pela chaminé acima, cheia de cinza. Quando chegaram ao cimo, lá estava o trenó do Pai Natal com as suas oito renas. Distribuíram os presentes e o Pai Natal levou-a a conhecer a sua fábrica e os seus cem gnomos. Quando o Pai Natal já tinha mostrado a fábrica e os seus gnomos à Rita, foram dar uma volta de trenó com as oito renas. Lá do alto viram um pobre mendigo cheio de frio. A Rita viu o mendigo e disse para o pai Natal parar o trenó e levar o mendigo para sua casa; lá passariam um feliz Natal. O Pai Natal parou o trenó e deu-lhe roupas quentes. De seguida, a Rita disse: - Posso ir para casa e levar o pobre mendigo comigo? - Sim podes. Mas antes anda comigo a minha casa. Vou-te dar um chapéu de Pai natal e uma rena de peluche. Quando a Rita acordou foi também acordar os seus pais. Apresentou o mendigo e todos os Natais ele ficava lá.
Devemos ajudar quem precisa porque é um acto de amizade e de amor.

Novembro de 2008
Agrupamento de Escolas Bernardino Machado/EB1 de Montelhão
Joana Martins Mendes Monteiro de Azevedo – 3.º ano de escolaridade - 2º Lugar

Um grande presente de Natal

Numa véspera de Natal, Inês e Nuno, dois irmãos muito pobres não tinham para onde ir e andaram às voltas sem rumo. Acabaram por encontrar uma aldeia chamada Natalícia. Nessa aldeia havia coisas maravilhosas. Encontraram um casarão enorme e a Inês disse:
- Uau! Que casarão tão grande!
- Pois é! – disse o Nuno. Parece um palácio.
Os dois aproximaram-se da porta e tocaram à campainha. Trrim! Trrim!...
O casal que vivia na mansão abriu a porta e espantados, exclamaram:
- Ai que ricos meninos! Que fazem por aqui?
- Andamos perdidos por aí sem ter para onde ir. Não temos casa. – contou o Nuno.
- Mas é Natal, e ninguém deve ficar sozinho esta noite. Vá lá, entrem.
Os dois irmãos entraram e foram para a sala de jantar. Estava decorada com coisas de Natal fantásticas que eles nunca tinham visto: uma árvore enorme, com bolas e fitas de todas as cores, luzes brilhantes e, no cimo, um grande e bonito anjo. Ao lado havia um presépio. À volta estavam muitos presentes. A lareira estava acesa. Aproximaram-se, sentaram-se e num instante ficaram quentinhos.
- Como se chama? – perguntou o menino.
- Chamo-me Maria Beatriz. O meu marido chama-se Zé Carlos.
Os dois irmãos contaram a sua vida, que não tinham pais nem família e passavam os dias sempre sozinhos, com frio e fome.
Maria Beatriz calculou que eles estariam cheios de fome e perguntou:
- Têm fome?
- Sim, temos muita fome. – responderam ao mesmo tempo.
Acabaram rapidamente a conversa e foram comer. Zé Carlos era um excelente cozinheiro e como era noite de Natal fez um delicioso bacalhau cozido com batatas cozidas. Estava super, hiper, mega delicioso. No fim comeram uma bela sobremesa.
Esperaram ansiosamente pela meia-noite, ma cansaram-se e começaram a jogar ao esconde. A casa era grande e cheia de esconderijos. Mais tarde sentaram-se todos à lareira e Nuno e Inês perguntaram se eles não poderiam ser seus pais adoptivos.
- Claro que sim. Gostávamos muito. – disseram os senhores. Mas não sabemos se é possível.
- Mas vão tentar?
- Vamos.
Faltavam uns minutos para a meia-noite. Prepararam copos de champanhe para adultos e crianças. À meia-noite brindaram ao nascimento do Menino Jesus. Não trocaram prendas porque as prendas à volta da árvore eram falsas, só serviam para enfeitar.
Depois de tomarem um banho quente vestiram os pijamas e foram dormir. A noite acabou e tinha sido o melhor Natal das suas vidas.
No dia seguinte levantaram-se bem cedo e descobriram presentes debaixo da árvore. Eram verdadeiros e eram para eles. Foi uma grande surpresa para os irmãos. A prenda da Inês era uma boneca que trazia missangas e a do Nuno eram uns matraquilhos. Os dois adoraram as suas prendas e brincaram todo o dia.
Passado algum tempo foram adoptados pelo casal e viveram muito felizes naquele grande casarão.


Novembro de 2008
Agrupamento de Escolas Bernardino Machado/EB1 de Mogege
Márcia Gonçalves e Paulo Gonçalves – 3.º ano de escolaridade - 3º Lugar